sábado, 11 de dezembro de 2010

Minas com força máxima no cenário do futebol brasileiro

Com paciência, garra, eficiência e bom comando, os três principais times mineiros voltam a disputar, a elite do principal campeonato nacional


O futebol mineiro está em festa. Depois de nove anos sem as três principais forças do estado, Minas volta a contar com América, Atlético e Cruzeiro na elite do Campeonato Brasileiro. A última edição do Brasileirão que teve todos os times da capital foi no ano de 2001, depois disso, apenas as equipes celeste e alvinegra se mantiveram na primeira divisão, com exceção de 2006, ano que o Galo disputou a série B. A longa espera parece valer à pena para a maioria dos torcedores mineiros.

“O saldo final do ano de 2010 é positivo para os times da capital mineira”, pondera o jornalista esportivo Carlos Eduardo Ribeiro. Esse ano foi recheado de surpresas para os torcedores mineiros, pois seus times viveram altos e baixos ao longo da temporada. “Os torcedores das equipes da capital viveram todos os tipos de emoção ao longo do ano. Alegria, raiva, decepção. Enfim, o futebol se revelou em sua essência para os seus amantes no estado” afirma o jornalista.

O Atlético montou um time cheio de estrelas, sendo que a principal estava no banco, o técnico Vanderley Luxemburgo, começou o ano bem e se consagrou campeão mineiro. Com o início do Campeonato Brasileiro os alvinegros passaram da alegria a decepção, do otimismo ao desespero. “Acreditei que esse ano seria diferente para o Galo, a diretoria montou um time forte, com grandes nomes. Quando começou o Brasileirão mal pude acreditar que aquele era o time que foi montado para disputar o título. Ficamos muito tempo na zona de rebaixamento, foi um sufoco” conta Natália Martins, apaixonada torcedora do Atlético.

Sem mexer muito no elenco de jogadores de 2009, o Cruzeiro começou o ano decepcionando sua torcida. Primeiro foi eliminado para o Ipatinga na semifinal do Mineiro, depois acabou perdendo para o São Paulo nas quartas de finais da Taça Libertadores, dando adeus ao sonho do tri da América. Com a saída do técnico Adílson Batista e a chegada de Cuca, depois Montillo, o time celeste deu uma grande arrancada no Brasileirão 2010. “O pós Copa do Cruzeiro foi muito bom, fomos o melhor time visitante do campeonato e tivemos a segunda melhor campanha do torneio. Uma pena não termos sido campeões, seria um ano maravilhoso, mas a garra do time no segundo semestre me deixou orgulhoso e confiante para os campeonatos de 2011” conta o torcedor celeste Leonardo Medeiros.

Já o América, com um time repleto de jogadores experientes, a exemplo do rival celeste, não fez um bom Campeonato Mineiro e saiu antes mesmo de chegar a reta final. Com um início de ano abaixo do esperado, nem mesmo o torcedor mais otimista do time alviverde poderia imaginar o que estava por vir. No Campeonato Brasileiro da série B, o América teve uma ascensão meteórica e chegou entre os primeiros colocados, com isso, ganhou o direito de disputar, no ano que vem, a elite do futebol nacional. “Estou muito feliz, faziam nove anos que o América caiu da série A, nem chegamos a disputar a fórmula de pontos corridos quando estávamos na elite, isso era uma frustração. Esse ano de 2010 foi maravilhoso, mas acho que o time e a diretoria vão surpreender ainda mais em 2011. Estou confiante e ansioso para o ano que vem”, conta João Henrique, torcedor do Coelho

O jornalista Carlos Eduardo afirma que os diferentes momentos vividos pelos times é reflexo do trabalho da diretoria. “O Alexandre Kalil é um bom presidente, é um apaixonado torcedor do Galo e, acredito que por isso, buscou montar um time forte e cheio de grandes nomes” relata. No entanto, segundo Carlos Eduardo, o Presidente Atleticano “pecou” ao demorar para trocar a comissão técnica alvinegra. “O erro do Kalil não foi montar um time caro, isso foi um aposta, que no começo até deu certo, o erro aconteceu quando o Presidente demorou a tomar atitude em relação ao Vanderlei. Quase que o Atlético pagou caro com essa decisão” conclui o jornalista.

Para Débora Carvalho, estudante de jornalismo e colaboradora de um site esportivo, a diretoria do Cruzeiro manteve a política de cautela, adotada há alguns anos pelos irmãos Perrela. “Todos sabem que o Cruzeiro não contrata jogadores com salários exorbitantes, não que não tenha atletas com altos salários, mas a diretoria busca equilíbrio, por isso sempre acaba vendendo um ou dois bons jogadores no começo do ano”. Em contrapartida Débora indaga sobre atletas como Gilberto, Roger e Montillo. “Mesmo sempre pregando cautela nas contratações, o Cruzeiro, esse ano, contou com jogadores caros. Já tinha no elenco o Fábio, depois chegou o Gilberto e Roger e, na parada para a Copa, a diretoria contratou ainda o bom argentino Montillo” afirma a estudante. Débora conclui fazendo uma avaliação do time na temporada: “O investimento que a diretoria celeste fez, se revelou de maneira muito boa, afinal, o time foi vice campeão brasileiro e garantiu, pelo quarto ano seguido, uma vaga na Libertadores”.

“A diretoria do América fez diferente em relação aos seus rivais mineiros” é o que conta Débora Carvalho. “O time do América não tem estrelas. Tem jogadores experientes e conhecidos, como o atacante Fábio Junior, mas, atualmente, não conta com nenhum grande destaque em seu elenco”. Carlos Eduardo acredita que esse seja o diferencial que fez o América subir para a série A do Campeonato Brasileiro. “A diretoria do América foi prudente e, acredito eu, muito sábia. Eles trabalharam com um elenco que cabe em sua realidade financeira, contrataram um técnico que para alguns é desconhecido, mas extremamente eficiente. Diretoria, atletas e comissão técnica do time alviverde merecem os parabéns, foram unidos e trouxeram de volta a elite o América, esse time tão tradicional e tão importante para o cenário do futebol mineiro” afirma Carlos Eduardo.

O ano de 2010 termina de forma positiva para esse esporte em Minas Gerais. “É uma grande conquista que América, Atlético e Cruzeiro obtiveram para o futebol mineiro. É importante o nosso estado contar com três forças na elite do Brasileirão do ano que vem. É preciso que esses times reforcem agora seus elencos, mas que as diretorias sejam cautelosas para não afundar seus clubes em um mar de dívidas” pondera Carlos Eduardo. O jornalista afirma ainda que o fato de Minas ter, ano que vem, três times na série A do principal campeonato nacional é um impulso para se quebrar a hegemonia de Rio e São Paulo sobre o futebol brasileiro. “Espero que os times mineiros venham fortes para o ano que vem, que assim como o Cruzeiro esse ano, todos possam lutar pelo o título. Será um grande ganho, não só para o futebol do nosso estado, mas para o futebol nacional” examina.

As perspectivas de torcedores, profissionais do jornalismo, atletas e diretoria é que 2011 seja um ano vitorioso para o futebol mineiro. “2010 foi bom, mas em 2011 acho que será ainda melhor, tem tudo para ser um grande ano no que diz respeito ao nosso futebol” relata a esperançosa Débora. O calendário futebolístico mal acabou e grande parte dos mineiros já espera com ansiedade pela temporada 2011. “Quero que ano que vem chegue logo. É ruim não ter futebol, não ir ao campo ou ficar com os olhos grudados na TV vendo meu time jogar. Acho que 2011 vai ser fantástico” afirma Leonardo Medeiros, o fanático torcedor cruzeirense. Agora, resta a todos os mineiros, amantes do futebol, a espera e a esperança de um 2011 vitorioso.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Torcedores: os bestas somos nós!

Poucas coisas me deixam tão nervosa quanto o futebol, e o engraçado é que poucas coisas me deixam tão feliz quanto o futebol. Sei que não é exclusividade minha e, convenhamos, GRAGAS A DEUS! Por vezes me peguei pensando: "Como tem gente que não gosta de futebol?" Não gostar do esporte bretão, para mim, é como não gostar de Chico Buarque, ou seja, só loucos. Mas enfim, a questão não é essa, mesmo porque, como zia o velho ditado - vale ressaltar que eu não sou chegada em ditados populares - "cada louco com sua loucura". E eu, na minha loucura, já tive inúmeros ataques de fúria por conta desse tão querido esporte, Já chorei, briguei, fui ao estádio escondida, deixe de lado estudos e tantas outras coisas para acompanhar aquele que me deixa tão nervosa e tão feliz.

Atualmente, a minha relação tem sido de amor e ódio, de alegria e frustração, e não é só por causa do meu time não, é por motivos, que na verdade não tem nada a ver com que acontece dentro de campo. É o tempo que me tem tomado, as noites mal dormidas, as críticas recebidas – que por sinal muito me abalaram- é a bendita monografia, que por sinal, é sobre futebol.

Enfim, tentando retomar a ideia inicial do que seria esse post, vim aqui contar àquele que considero o pior dos meus ataques de fúria. Só quem é louco e apaixonado por futebol sabe de fato o que representa um clássico, como que o torcedor fica diante daquele que é o jogo mais “quente”, seja lá de qual campeonato for. E eu, na última semana, sentia a expectativa de mais um RapoGalo. No domingo, logo quando acordei, sentia que a adrenalina corria pelo meu corpo. Tentei não pensar na partida, estudei, mas as horas foram passando e o jogo foi chegando, com isso o nervosismo e até mesmo o medo foi tomando conta de mim. É, isso mesmo, medo, porque vou te contar, a gente sente medo de perder pro maior rival. Aguentar zoação não é fácil não, pelo menos pra mim, é um verdadeiro exercício de autocontrole. Autocontrole esse que não existiu quando o jogo começou.

Bola em jogo, alegria do povo”, diria o querido Vibrante. Alegria do povo que nada, aliás, alegria de um povo, do povo que vestia preto e branco, e em dia de clássico eu não suporto preto e branco. Mentira! Eu NUNCA suporto preto e branco. E foi assim, na alegria dos alvinegros que meu nervosíssimo tornou-se explosão. Gol de Obina, logo, Carol gritando, xingando, achando que é a técnica e que os jogadores estão ouvindo. “Respira fundo, tenta relaxar”. Tentei fazer isso, mas...GOL de Obina. Pensa em um mundo de palavrões, então, foi esse mundo de palavras chulas que saiu da minha boca. Em meio à indignação e a “descrença” vem um alento, ou será que não? Pênalti para o Cruzeiro. “Montillo vai fazer o gol e ainda fazer pontos pro meu cartola”, juro que tentei pensar nisso. Sinal vermelho, viro pro namorado e solto: “O goleiro do Atlético vai pegar, ele é bom”. PEEEEEEMMMM. Pior, o craque do Cruzeiro, em uma firula totalmente desnecessária, chuta a bola pra fora, e junto chuta a boca do meu estômago, porque foi exatamente um “gorfo” (para não dizer uma palavra mais nojenta) que saiu da minha boca. Meu Deus, eu quis matar o “argentino filho da puta”, afinal, ele “tava pensando que era quem pra acabar com o clássico assim?”. Em meio os xingos, surgem os ponta-pés, as batidas de porta e uma raiva que eu nunca tinha visto em mim, e por quê? Gol de Obina. “Não é possível, não tô acreditando, tomar três gols do OOOBINAAA?? Time de quenga, seus malditos, argentino fdp, eu quero te matar seu desgraçado”. Vergonhoso, né? Demais! Pensei: “não vou mais assistir esse jogo?”, mas quem disse que eu aguentei? Claro que não, que torcedor de verdade consegue deixar de ver o time mesmo na pior das situações? Sentei novamente no sofá, ainda xingando os “malditos”. Respirei fundo, senti vergonha e falei com Deus: “Me perdoa, Pai, não queria fazer isso, não queria ser assim”. Entre olhares do meu primo e do meu namorado para mim, e aquelas caras de “meu Deus, ela surtou” fui me acalmando e...GOL, mas dessa vez do Gilberto, e que gol! Continuei com raiva, mas um tantinho mais controlada. E assim termina o primeiro tempo.

15 minutos para voltar a ser um animal racional. Racional? Ixi! A luz da esperança nasceu dentro de mim e surgiu a pergunta: “será que dá pra empatar?” Começa a agonia novamente. Cruzeiro volta jogando bem, mas pra mim isso não basta. “Não quero perder pro Atlético, não importa a liderança do Campeonato, vocês que se virem”. Pensei. Pensei também: “Se fizer um gol até os 10 minutos, dá pra empatar, dá até pra virar”. 10 minutos e nada de gol. Pensei mais uma vez: “Se fizer um gol até os 15 minutos dá pra empatar”. Só dava Cruzeiro, mas NADA de gol. “Vai Cruzeiro, faz um gol até os 20 que dá pra empatar”. Chegou na casa dos 20 minutos, mais precisamente aos 21 minutos eis que surge o gol...Gol, mas é do Atlético. “Puta que pariu Cruzeiro, perder de goleada pro Atlético, time maldito! Time maldito! Montillo, você é o culpado”. Ridícula, né? Sim, mais uma vez fui ridícula. Em um momento de desespero sem fim, fiz a pior das coisas que uma torcedora de um time tão digno quanto o meu pode fazer...pensei: “Tô cansada de sofrer, de me iludir. Não nasci pra isso, não nasci pra disputar e nunca ganhar. Desde 2003 não sei o que é um título de verdade...” interrompi meu pensamento, fiquei com vergonha de mim porque me senti tão atleticanizada naquele momento. Respirei e voltei a me concentrar no jogo. E naquela agonia que parecia ser infinita, eis que Tiago Ribeiro, aos 31 minutos, resolve dar o ar da graça, digo, do gol...e do gol do Cruzeiro. “Pelo menos essa merda não vai perder de goleada”. Naquele misto de alívio por uma não goleada e tristeza por perder do maior rival, Tiago Ribeiro resolve acender nessa furiosa torcedora a esperança de um empate. Aos 32 minutos, isso mesmo, apenas 1 minutos depois...GOOOL do Cruzeiro, gol de Tiago Ribeiro. Não vibrei, apenas fiquei mais apreensiva. Meu coração palpitava, eu acreditava. Os minutos passaram a correr e a esperança - maldita esperança que insiste em aparecer quando não deve - ainda estava viva dentro de mim. “Juiz, eu quero muito tempo nos acréscimos, esses galináceos fizeram cera demais, não amarela não, hein”. 4 minutos pra esperança continuar a viver, esse foi o decreto do Sandro Meira Ricci, árbitro do jogo. “Vai Cruzeiro, vai Cruzeiro, VAAAAAAIIII CRUZEEEEIRO”. Era só o que eu conseguia pensar. É, o Cruzeiro não foi. Além de não vencer o maior rival, perdeu a segunda partida consecutiva, e o título que parecia virar uma realidade, pelo menos para mim, ficou um pouco mais distante.

Essa história toda me fez chegar a seguinte conclusão: Como a gente, os torcedores, somos bestas. Tá, que parece que a raiva súbita, a alegria incontrolável, a vontade de xingar, de entrar em campo e jogar, é inerente mesmo dessa categoria tão gigantesca em todo o mundo, que somos nos, os torcedores, sofredores, “alegradores”, sonhadores...dores, dores e dores. Irônico, não é? Eu acho. Enfim, em meio a essa explosão de sentimentos: ansiedade, fúria, frustração, alegria, esperança, e nesse jogo em especial, a vergonha, constata-se que essa é uma Carol assustadora, confesso, que vive dentro de mim. Não sei explicar, paixão talvez. Tá certo, eu preciso aprender a ter autocontrole, mas o fato é que o futebol é assim, um misto de sentimentos e mesmo com tantos “contras” os “prós” se tornam infinitamente mais soberanos, mais prazerosos. Afinal, ele será sempre para mim, meu mais delicioso encantamento.


sábado, 23 de outubro de 2010

Já que não me entendes, não me julgues, não me tentes ♫

Falei que seria meu e pra mim. Será! Pensando assim eu fico mais à vontade, mais livre. Pensar que ninguém vai “me ler” me deixa solta, leve, confiante. O máximo que pode acontecer é eu ter vergonha de mim mesma, mas não faz mal, já me acostumei. Assim como me acostumei a não ser notada, a passar despercebida em tantos lugares. Me acostumei não no sentido de me acomodar ou me conformar. Às vezes penso que um dia será diferente, quero que seja diferente. Não tenho a pretensão de chamar atenção ou de querer ser o centro das atenções. Não, eu não quero, não faz meu tipo, não combina comigo. Essa seria uma Carol inimaginável. Só quero me fazer reconhecer pelo que sou. Não sou muito, mas também não sou pouco. Não consigo me rotular, nem me definir. E sinceramente acho que ninguém também seja capaz. Tão complexa e tão simples, consequentemente tão confusa. Não tenho medo disso, só tenho medo que digam, que achem, que pensem que sou uma Carol que nunca vai existir. Só eu tenho o direito tentar me conceituar, só eu sei o que eu sinto, o que eu vivo e como vejo as coisas ao meu redor. Então, “se não me entendes, não me julgues, não me tentes.”

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Agora vai...ou não!

A ideia inicial desse blog era: postar tudo aquilo que eu fizesse ao longo do meu curso de jornalismo. Não deu certo. Não deu certo porque não era isso que deveria ser feito. Porque não era, e não é, isso que eu quero. Eu quero é falar, me expressar, aliás, tentar me expressar. Isso parece fácil, mas não é, deveria ser, mas não é. Esse lugar é o lugar de todas as “Carols” ou “Caróis”, como você quiser. Essas que vivem dentro de mim, me questionando, me deprimindo, me alegrando, me fazendo sorrir e chorar. Não sei quantas são ao certo, não sei o que sou ao certo. Não quero que ninguém leia as insanidades que aqui escreverei, ou quero, sei lá. Na verdade isso aqui é meu e para mim. Só isso, eu acho, sempre acho, quase nunca tenho certeza. Vai ser o que tiver que ser, ou até mesmo não vai ser. Vamos lá. Vamos ver!

Um beijo pra você, Carol que me lê! =*

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Prevenir pra quê?

Anos atrás a questão do lixo não era tratada como assunto de grande relevância, mas hoje alguns olhares mais atentos tem se voltado para o tema. Alvos de pesquisas, o lixo, pode até ser convertido em energia. Mas a questão é que esses olhares tem se voltado tardiamente, e o pior, muitos deles não são o dos governantes, o que deveria ser.

O lixo mata, prova disso é a tragédia que aconteceu no morro do Bumba, no Rio de Janeiro. Em decorrência da forte chuva que assolou o Estado carioca, a favela veio abaixo, favela essa que foi toda construída em cima de um antigo lixão. E quando este foi desativado, sua ocupação foi proibida, mas devido a falta de fiscalização, pequenas casas de alvenaria começaram a ser construídas no morro. E esse é apenas um dos casos em que aglomerados foram se formando em lugares de alto risco.

Muitas vezes nós não sabemos em quem jogar a responsabilidade, se nas pessoas que resolveram correr esse risco ou se nos governantes que nada fizeram para deter que essas casas fossem construídas. Mas é sim única e exclusiva culpa dos políticos. A maioria deles não tem preparo, tampouco se importam com o que está acontecendo ou pode acontecer em suas cidades. Parece não existir trabalho preventivo. O sábio ditado popular “é preferível prevenir a remediar” parece não ser de conhecimento dos políticos, eles preferem lidar com uma tragédia, igual a essa do Morro do Bumba, do que cuidar pra que ela não aconteça.

Não se pode colocar a culpa nas pessoas que constroem suas pequenas casas em áreas de risco, elas não têm opções, o governo não dá isso a elas, muito menos as ensinam que a prevenção é de extrema importância. Só vai existir esse tipo de consciência nas pessoas o dia em que ela vier dos nossos representantes no poder.
É preciso planejamento. A população cresce e junto com ela as cidades, e elas se modificam. Junto com o dinamismo da população é preciso que haja dinamismo também na estruturação dos centros urbanos. E fundamentalmente é preciso que tenha planejamento e reestruturação na educação e na questão da urbanização, só assim todas as camadas da população conseguirão ter moradias dignas e principalmente seguras. Que outros “Morros do Bumba” não precisem vir abaixo e que mais dezenas de pessoas não morram para que algo seja feito.

sábado, 20 de março de 2010

O jornalismo multimídia

Em um mundo em que a cada dia surgem novas tecnologias, e no qual as pessoas cada vez mais têm acesso a internet, apareceram também às novas mídias, com isso um novo jeito de se fazer jornalismo. Com o avanço e propagação da web e o crescente interesse das pessoas em consumir as notícias de forma rápida e prática, os meios de comunicação tem se adaptado aos novos moldes de propagação de informações.

Diante disso, o assunto sobre mídias convergentes é considerado hoje bastante pontual, por isso, na última quarta-feira, dia 10, profissionais da área de comunicação foram ao Centro Universitário de Belo Horizonte, UNI BH, discutir sobre a questão.

Como a internet tornou-se um meio bastante comum entre as pessoas para busca de notícias, os jornalistas começaram a se questionar: será que o jornalismo impresso morrerá diante desse novo modo de consumo de informações? Em torno dessa questão é que a mídia impressa, televisiva e radiofônica, começou uma reformulação.

Muitos veículos de informação buscaram tornar seus textos mais curtos e diretos, se adequando a nova demanda do mercado. Outros fizeram uma versão online de seu conteúdo. Com a reformulação na mídia, obviamente os profissionais também tiveram que se adaptar para não se tornarem obsoletos. Além disso, alguns jornais mudaram também o seu visual, a estrutura de suas páginas e a diagramação, tudo isso para acompanhar a nova tendência e o público da internet.

Com todas essas mudanças, os diversos tipos de mídia começaram a se integrar, fazendo com que surgisse um sistema comunicacional em diversas camadas e possibilitando vários tipos de leitura, e é isso o que chamamos de convergência midiática.

Perante as modificações dos veículos de comunicação, os jornalistas tem se tornado cada dia mais versáteis. Deixam de trabalhar apenas na ‘forma tradicional’ para adquirirem conhecimento com as novas ferramentas dos vários tipos de mídia. Hoje é possível o próprio repórter preparar toda a matéria, no que se diz respeito a parte de produção e execução. Isso tudo só é possível através das novas tecnologias.

O que se vê hoje são profissionais cada vez mais preparados para trabalhar em todos os tipos de mídias. Benny Cohen, um dos palestrantes que estiveram presentes no UNI BH, é editor de mídias convergentes do Diário dos Associados. A sua função é mais uma prova de que os veículos de comunicação tem se preocupado cada vez mais em fazer um conteúdo que atenda a essa nova demanda de consumo da informação.

A convergência das mídias abriu um leque maior de oportunidades aos comunicólogos. Além deles se tornarem profissionais multimídias, eles deixaram de ficar presos apenas em um veículo. Um exemplo claro disso, é o número crescente de jornalistas que hoje fazem uso de blogs.

Mesmo com todos esses avanços, e os evidentes benefícios para o jornalismo, existem ainda aqueles profissionais que acreditam no declínio das oportunidades de emprego, justamente pelo fato de um repórter poder desempenhar múltiplas funções. Em contrapartida, alguns comunicadores acreditam que da mesma maneira que as mídias evoluíram, os profissionais continuarão a evoluir fazendo com que o mercado se expanda cada vez mais. A certeza desse campo repleto de mudança é que a convergência das mídias está em constante evolução.

Carolina Sanguinete

sábado, 13 de março de 2010

Mulheres em campo 


O número de mulheres nas arquibancadas dos estádios de futebol tem crescido, elas tem levado charme e beleza em lugares que antigamente eram redutos masculinos

Quem acha que estádio de futebol é lugar exclusivo para homens está enganado, as mulheres tem invadido cada dia mais as arquibancadas de todo o país. “É ótimo ver mulheres no estádio. Muita gente acha que aqui não é lugar de lazer, mas é sim, e contar com a presença delas só deixa o ambiente mais agradável,e é claro, mais bonito” afirma o estudante de 21 anos Marcelo Oliveira, que é integrante de uma torcida organizada do Cruzeiro.

Ao contrário do que muitos pensam, as mulheres tem mostrado que entendem de futebol, tem participado de torcidas organizadas e feito com que sua presença seja uma constante. A estudante de 19 anos, Natália Silva, faz parte de um movimento de torcedores atleticanos que incentivam o time todo o tempo e ela conta um pouco sobre sua paixão pelo futebol: “Comecei a ir aos estádios de futebol bem nova, tinha cinco anos, meu pai quem me levava. Sempre fui apaixonada pelo Atlético, sempre acompanhei meu time e hoje não falto a nenhuma partida no Mineirão” conta a jovem.

Existem ainda aquelas que ultrapassam as linhas dos campos dos seus estados e vão atrás do seu time de coração por todo o país. “Sempre que posso viajo para ver meu time jogar, seja com a minha torcida, ou seja por conta própria, o importante é estar presente, torcer e cantar incentivando os jogadores”, conta Camila Siqueira, integrante de uma Organizada do São Paulo. Ela ainda afirma que “as torcidas organizadas estão se preparando melhor para receber as mulheres, mesmo porque o cadastro feminino só tem aumentado, e na maioria dos estádios que eu vou vejo uma presença feminina muito grande”.

Alguns homens ainda não acostumaram com a presença feminina nos estádios “me desculpem as meninas, mas mulher só dá palpite errado e vem nos jogos só pra ver as pernas dos jogadores e matar a gente de raiva” diz o torcedor do Atlético, Carlos Alberto. Embora haja resistência por parte de alguns, têm aqueles que defendem a presença feminina nos estádios de futebol. “As meninas estão dando um show em vários sentidos, o Mineirão está cheio de mulheres bonitas que além de embelezar as arquibancadas, empurram o nosso time para a vitória e dão um ânimo a mais para os homens continuarem a virem ao campo, afinal, estão aqui duas das maiores paixões do homem brasileiro, futebol e mulher” afirma o torcedor cruzeirense Leonardo Guedes.

Não é de hoje que as mulheres frequentam os estádios de futebol, mas o que se observa é que esse número só tem crescido ao longo dos anos e elas tem conquistado cada dia mais seu espaço nas arquibancadas. Estão mostrando para quem quiser ver que não são apenas os homens que gostam, entendem e admiram o futebol. “Estamos em um país que é conhecido por seu futebol e por lindas mulheres, é válido e satisfatório vê-las torcendo conosco”, conclui o advogado e fanático torcedor americano, Ricardo Almeida.

Carolina Sanguinete
Texto redigido no 4º período

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

RapoGalo das flanelinhas


A velha máxima “Clássico começa uma semana antes do jogo e termina uma semana depois” mais uma vez é comprovada no primeiro RapoGalo do ano. A expectativa para o jogo, tanto por parte dos torcedores como da imprensa, foi grande nos dias que antecederam o clássico. Provocações de ambos os lados, como de costume, a rivalidade mineira mostra-se uma das maiores do país.

Antes da bola rolar a torcida cruzeirense preparou a “Operação Flanelinha”, os torcedores levaram flanelas ao Mineirão no sábado, fazendo alusão a vaga da Libertadores de 2010 que foi conquistada pela raposa no último jogo do Brasileirão 2009. A intenção foi de provocar a torcida atleticana, uma vez que o time alvinegro passou grande parte do campeonato na zona de classificação para a mais importante competição SulAmericana, mas acabou perdendo a vaga para o time celeste. Os torcedores e os jogadores atleticanos usaram a provocação como mais uma fator de motivação. A torcida esperava ansiosa pelo jogo, era a chance do Atlético mudar a escrita dos últimos jogos contra seu rival, já que nas últimas 11 partidas, o time de Diego Tardelli só saiu vitorioso em uma ocasião.

O jogo começou quente, as torcidas fizeram um espetáculo à parte. No primeiro tempo quem brilhou no ataque foram os zagueiros. Primeiro, Gil pelo lado do Cruzeiro, depois Jairo Campos pelo lado do Atlético. O segundo tempo foi marcado pela estreia de Roger . O meia entrou, cobrou escanteio na cabeça de Leonardo Silva, que desempatou o jogo para o lado celeste. O estreante ainda teve tempo de dar um belo chute que culminou no terceiro gol cruzeirense.

Logo após o apito final, o técnico do Atlético, Vanderlei Luxemburgo, foi até o árbitro fazer reclamações sobre o jogo, mas não termina por aí. Luxemburgo ficou chateado com as provocações dos torcedores celestes e mandou uma “banana” em direção a arquibancada, e depois na entrevista coletiva se mostrou bravo e retrucou o grito irônica da torcida rival: “O torcedor cruzeirense tem que entender que depois que eu saí de lá, eles não ganharam nada. Hoje eu estou do lado do Galo e vou lutar contra eles” disse o técnico.

A partida terminou, mas o clássico ainda está longe de ter seu desfecho. Os cruzeirenses continuam provocando a torcida rival. A “Operação Flanelinha” tem repercutido na internet, principalmente no site de relacionamento “Twitter”. Desde o final da partida, a palavra Flanelation tem sido uma das mais faladas dentro do site.

O mais importante clássico mineiro e o primeiro do ano, ficou marcado sim, por um bom futebol apresentado pelas duas equipes, mas também por polêmicas em relação a arbitragem, pela “Operação Flanelinha” e pela hegemonia cruzeirense nas últimas partidas. Tudo isso ainda vai dar “pano pra manga”, enquanto isso, as pessoas se divertem, ou não, e aguardam o próximo confronto.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Começo de temporada é sempre assim...


Começo de ano é sempre cheio de expectativas. E como não poderia deixar de ser, no mundo do futebol não é diferente. Os torcedores sempre esperam um melhor rendimento dentro de campo do seu time, e para isso, na maioria das vezes, é necessário renovação de elenco, contratação. Com isso logo começam as especulações “Quem saí?”;“Quem fica?”; “Quem vem?” . Geralmente, essas são as principais indagações dos apaixonados por futebol.

Os jogos dos campeonatos estaduais já começaram. A Libertadores e a Copa do Brasil já batem à porta, por isso os clubes ainda buscam reforçar seus elencos. Nós que acompanhamos futebol sabemos que isso é necessário, mas convenhamos talvez essa seja a época mais chata do calendário futebolístico. Surgem rumores de que fulano vem, minutos depois ele já é dado como contratação certa em outro clube. O falatório é inevitável, e muitas vezes a raiva também. Além das inúmeras vezes que ouvimos os dirigentes dos nossos clubes falando e não fazendo, temos que lidar com os torcedores e muitas vezes jornalistas que resolvem “tirar” um jogador do nosso time e levar para o outro, o que gera ainda mais incertezas. Todo início de temporada a mesma história, surgem vários “videntes” com suas fontes seguras, nos dando informações totalmente errôneas, ou muitas vezes o próprio clube divulgando nomes “interessantes” (pelo menos pra eles) e depois simplesmente viram e falam que o jogador não está dentro da realidade atual do clube.

Esse período do ano mexe com o imaginário de qualquer torcedor, desde o mais otimista, que sonha com a volta de um ídolo ou então a contratação de um grande nome, até o torcedor mais pessimista, que acha que todo o elenco vai ser desfeito e nenhum bom jogador vai vir pra suprir as necessidades do time. O fato é que conviver com isso é o que nos resta. Agora é esperar o fechamento da janela para nos sentirmos aliviados (pelo menos até o meio do ano) ou não, torcer para que o nosso time tenha contratado bem, formando assim um elenco forte , e é claro ver a bola rolando e de preferência com o meu time ganhando.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Dom


Não existe escola, universidade
Que possa um poeta formar
Impossível ao homem
Cantar dos pássaros ensinar
E mestre nenhum
Ao trovador trovar
Como não se pode ao rio
Deter a corrida que leva pro mar

O poeta não cria
Tão somente percebe
Logo vem poesia
Que torrente tal
Onde outros não vêem
O bem, só o mal

Não é contra escolas
Que ora escrevo
Mas enfatizar sei que devo
Já se nasce poeta
De corpo e alma
Não se faz atleta
Apenas com palmas
E nem um poeta
Em salas de aula

É dom a escrita com a qual se verseja
Para tanto não opta
Quem quer que seja
E isso poeta, não é mérito teu
Mas sim um presente
Que Deus te deu.


Mário Vianney Sanguinete.

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Carolina Sanguinete, 21 anos, nascida e criada em Belo Horizonte. Estudante do 8º período do curso de Jornalismo.