sábado, 20 de março de 2010

O jornalismo multimídia

Em um mundo em que a cada dia surgem novas tecnologias, e no qual as pessoas cada vez mais têm acesso a internet, apareceram também às novas mídias, com isso um novo jeito de se fazer jornalismo. Com o avanço e propagação da web e o crescente interesse das pessoas em consumir as notícias de forma rápida e prática, os meios de comunicação tem se adaptado aos novos moldes de propagação de informações.

Diante disso, o assunto sobre mídias convergentes é considerado hoje bastante pontual, por isso, na última quarta-feira, dia 10, profissionais da área de comunicação foram ao Centro Universitário de Belo Horizonte, UNI BH, discutir sobre a questão.

Como a internet tornou-se um meio bastante comum entre as pessoas para busca de notícias, os jornalistas começaram a se questionar: será que o jornalismo impresso morrerá diante desse novo modo de consumo de informações? Em torno dessa questão é que a mídia impressa, televisiva e radiofônica, começou uma reformulação.

Muitos veículos de informação buscaram tornar seus textos mais curtos e diretos, se adequando a nova demanda do mercado. Outros fizeram uma versão online de seu conteúdo. Com a reformulação na mídia, obviamente os profissionais também tiveram que se adaptar para não se tornarem obsoletos. Além disso, alguns jornais mudaram também o seu visual, a estrutura de suas páginas e a diagramação, tudo isso para acompanhar a nova tendência e o público da internet.

Com todas essas mudanças, os diversos tipos de mídia começaram a se integrar, fazendo com que surgisse um sistema comunicacional em diversas camadas e possibilitando vários tipos de leitura, e é isso o que chamamos de convergência midiática.

Perante as modificações dos veículos de comunicação, os jornalistas tem se tornado cada dia mais versáteis. Deixam de trabalhar apenas na ‘forma tradicional’ para adquirirem conhecimento com as novas ferramentas dos vários tipos de mídia. Hoje é possível o próprio repórter preparar toda a matéria, no que se diz respeito a parte de produção e execução. Isso tudo só é possível através das novas tecnologias.

O que se vê hoje são profissionais cada vez mais preparados para trabalhar em todos os tipos de mídias. Benny Cohen, um dos palestrantes que estiveram presentes no UNI BH, é editor de mídias convergentes do Diário dos Associados. A sua função é mais uma prova de que os veículos de comunicação tem se preocupado cada vez mais em fazer um conteúdo que atenda a essa nova demanda de consumo da informação.

A convergência das mídias abriu um leque maior de oportunidades aos comunicólogos. Além deles se tornarem profissionais multimídias, eles deixaram de ficar presos apenas em um veículo. Um exemplo claro disso, é o número crescente de jornalistas que hoje fazem uso de blogs.

Mesmo com todos esses avanços, e os evidentes benefícios para o jornalismo, existem ainda aqueles profissionais que acreditam no declínio das oportunidades de emprego, justamente pelo fato de um repórter poder desempenhar múltiplas funções. Em contrapartida, alguns comunicadores acreditam que da mesma maneira que as mídias evoluíram, os profissionais continuarão a evoluir fazendo com que o mercado se expanda cada vez mais. A certeza desse campo repleto de mudança é que a convergência das mídias está em constante evolução.

Carolina Sanguinete

sábado, 13 de março de 2010

Mulheres em campo 


O número de mulheres nas arquibancadas dos estádios de futebol tem crescido, elas tem levado charme e beleza em lugares que antigamente eram redutos masculinos

Quem acha que estádio de futebol é lugar exclusivo para homens está enganado, as mulheres tem invadido cada dia mais as arquibancadas de todo o país. “É ótimo ver mulheres no estádio. Muita gente acha que aqui não é lugar de lazer, mas é sim, e contar com a presença delas só deixa o ambiente mais agradável,e é claro, mais bonito” afirma o estudante de 21 anos Marcelo Oliveira, que é integrante de uma torcida organizada do Cruzeiro.

Ao contrário do que muitos pensam, as mulheres tem mostrado que entendem de futebol, tem participado de torcidas organizadas e feito com que sua presença seja uma constante. A estudante de 19 anos, Natália Silva, faz parte de um movimento de torcedores atleticanos que incentivam o time todo o tempo e ela conta um pouco sobre sua paixão pelo futebol: “Comecei a ir aos estádios de futebol bem nova, tinha cinco anos, meu pai quem me levava. Sempre fui apaixonada pelo Atlético, sempre acompanhei meu time e hoje não falto a nenhuma partida no Mineirão” conta a jovem.

Existem ainda aquelas que ultrapassam as linhas dos campos dos seus estados e vão atrás do seu time de coração por todo o país. “Sempre que posso viajo para ver meu time jogar, seja com a minha torcida, ou seja por conta própria, o importante é estar presente, torcer e cantar incentivando os jogadores”, conta Camila Siqueira, integrante de uma Organizada do São Paulo. Ela ainda afirma que “as torcidas organizadas estão se preparando melhor para receber as mulheres, mesmo porque o cadastro feminino só tem aumentado, e na maioria dos estádios que eu vou vejo uma presença feminina muito grande”.

Alguns homens ainda não acostumaram com a presença feminina nos estádios “me desculpem as meninas, mas mulher só dá palpite errado e vem nos jogos só pra ver as pernas dos jogadores e matar a gente de raiva” diz o torcedor do Atlético, Carlos Alberto. Embora haja resistência por parte de alguns, têm aqueles que defendem a presença feminina nos estádios de futebol. “As meninas estão dando um show em vários sentidos, o Mineirão está cheio de mulheres bonitas que além de embelezar as arquibancadas, empurram o nosso time para a vitória e dão um ânimo a mais para os homens continuarem a virem ao campo, afinal, estão aqui duas das maiores paixões do homem brasileiro, futebol e mulher” afirma o torcedor cruzeirense Leonardo Guedes.

Não é de hoje que as mulheres frequentam os estádios de futebol, mas o que se observa é que esse número só tem crescido ao longo dos anos e elas tem conquistado cada dia mais seu espaço nas arquibancadas. Estão mostrando para quem quiser ver que não são apenas os homens que gostam, entendem e admiram o futebol. “Estamos em um país que é conhecido por seu futebol e por lindas mulheres, é válido e satisfatório vê-las torcendo conosco”, conclui o advogado e fanático torcedor americano, Ricardo Almeida.

Carolina Sanguinete
Texto redigido no 4º período

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Carolina Sanguinete, 21 anos, nascida e criada em Belo Horizonte. Estudante do 8º período do curso de Jornalismo.